Se “tempo é dinheiro”. E realmente é! Existe uma maneira direta e até óbvia de enxergar a discussão sobre eficiência de equipamentos industriais: cada hora de indisponibilidade vira custo — porque a empresa continua consumindo (ou perdendo) mão de obra, energia e capital enquanto deixa de produzir.

Para embasar a máxima popular, estudo do NIST (órgão do governo dos EUA) estima o custo do downtime não planejado relacionado à manutenção como função do percentual de tempo parado multiplicado pelos custos de energia, trabalho e capital. No Brasil, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) acompanha oficialmente a continuidade do fornecimento elétrico pelos indicadores DEC (tempo médio sem energia) e FEC (frequência média de interrupções) — métricas que ajudam a dimensionar como interrupções afetam diretamente a rotina operacional de plantas industriais.

A grande pergunta é: como aumentar o desempenho da sua produção? A PINTEC Semestral 2024 (Pesquisa de Inovação Semestral) do IBGE mostra que, entre indústrias que usam tecnologias digitais avançadas, o aumento de eficiência (ou seja, menos perda de tempo, menos retrabalho, menos instabilidade) é o benefício mais apontado (90,3%) — o que explica por que reduzir variabilidade e paradas virou prioridade prática (e não discurso).

Nesse cenário, equipamentos industriais personalizados são uma alavanca prática de desempenho, com mais previsibilidade, mais segurança e mais controle do processo real — e isso passa longe do processo “médio” que um catálogo pressupõe.

ENTENDENDO O QUE SÃO EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS PERSONALIZADOS
Equipamentos industriais personalizados são projetados e fabricados sob medida para cada processo — com dimensões, geometria interna, material (muitas vezes aço inox), acabamento, instrumentação e integração pensados para a especificidade do produto: viscosidade, sensibilidade térmica, risco de contaminação, rotina de limpeza (CIP – Cleaning in Place e SIP – Sterilization in Place), segurança, automação e exigências regulatórias.

Na prática, personalizar vai muito além de mudar um bocal ou aumentar capacidade. É desenhar o equipamento para operar bem no seu regime de trabalho (temperatura, pressão, ciclos, batelada/contínuo), com o nível de controle e rastreabilidade que a indústria exige.

COMO EQUIPAMENTOS PERSONALIZADOS AUMENTAM O DESEMPENHO DA PRODUÇÃO
Um bom jeito de traduzir “desempenho” é olhar para o OEE (Overall Equipment Effectiveness – Eficiência Global dos Equipamentos), amplamente usado como referência de produtividade ao considerar disponibilidade, performance e qualidade.

Equipamentos sob medida tendem a melhorar esses três pilares porque atacam perdas típicas do dia a dia industrial — aquelas que não aparecem no desenho “bonito” do projeto, mas podem “explodir” no chão de fábrica.

Onde o ganho acontece com mais frequência:

  • Menos paradas e microparadas: quando o equipamento nasce com manutenção e operação em mente (acessos, instrumentação bem posicionada, vedação adequada, selos compatíveis), a linha fica mais estável.
  • Tempo de ciclo menor (ou mais consistente): mistura, aquecimento/resfriamento, dispersão e transferência de massa/energia ficam mais previsíveis quando a geometria e o sistema de agitação foram dimensionados para o seu produto e seu objetivo de processo.
  • Qualidade com menos retrabalho: em setores regulados, o “desempenho” inclui reduzir risco de contaminação, melhorar limpabilidade e manter repetibilidade de lote.
  • Eficiência energética e operacional: “mistura ideal” com potência coerente, evitando superdimensionamento (gasto) ou subdimensionamento (tempo e perda).
  • Integração com automação e segurança: quando mecânica, instrumentação e lógica de controle nascem juntas, reduz “gambiarras” e ajustes eternos de comissionamento.

A vantagem mais subestimada é a previsibilidade. Nesse caso, não é somente “render mais”. É render do mesmo jeito, lote após lote, turno após turno — e isso muda a vida de produção, qualidade e manutenção.

Em termos de gestão, equipamentos sob medida costumam entregar maior estabilidade operacional (menos ajuste fino na marra); melhor produtividade por reduzir perda de tempo em etapas críticas (mistura/aquecimento/limpeza); confiabilidade e segurança alinhadas a normas e à realidade do processo; melhor custo total de propriedade (TCO), porque o equipamento passa a “trabalhar a favor” da operação, em vez de exigir compensações contínuas.

MINI-CASE (HIPOTÉTICO, MAS COMUM)
Vamos pensar em um caso hipotético para ilustrar o diferencial de um equipamento personalizado: Uma planta de cosméticos rodava um tanque padrão para produtos de viscosidade variável. Em alguns lotes, a mistura ficava lenta; em outros, formava incorporação de ar e variava a textura. O time “corrigia” com tempo extra, ajustes de rotação e retrabalho. Ao reprojetar o conjunto (geometria interna + tipo de impelidor + posição de entrada + pontos de instrumentação), a operação passou a ter um regime de mistura mais estável e repetível — e o ganho veio menos de ‘milagre’ e mais de engenharia aplicada ao produto real.

SINAIS CLÁSSICOS DE QUE SUA EMPRESA PRECISA DE EQUIPAMENTOS PERSONALIZADOS:

  • Você convive com gargalos recorrentes (mistura, aquecimento, resfriamento, transferência, filtração) que “mudam de cara” conforme o lote.
  • A operação exige CIP/SIP, baixo acúmulo e alta limpabilidade — e o tempo de limpeza virou parte relevante do tempo de ciclo.
  • A linha precisa crescer (revamp/expansão), mas os equipamentos atuais não suportam novas condições de operação com segurança e previsibilidade.
  • Há exigências regulatórias (Anvisa/MAPA, BPF/GMP) e auditorias frequentes — e a documentação do parque instalado não acompanha.
  • Você quer reduzir risco em áreas classificadas e integrar segurança ao projeto desde o conceito.


O QUE ISSO SIGNIFICA, NA PRÁTICA, CONTAR COM UM PROJETO SOB MEDIDA:

O equipamento não chega só “pronto”: chega defensável tecnicamente, com documentação organizada para operação, manutenção e auditoria;

  • Normas e códigos aplicáveis (como ASME/ASME-BPE, quando cabível) entram no raciocínio de engenharia desde o início;
  • A solução pode incorporar abordagens de engenharia (ex.: CFD – Computational Fluid Dynamics / Dinâmica Dos Fluidos Computacional – em sistemas de agitação) para reduzir tentativa e erro e acelerar a curva de estabilidade.

Do ponto de vista técnico, há um diferencial que pesa muito para quem responde por qualidade, manutenção e auditoria: documentação e rastreabilidade como parte do produto. A Kroma prepara e entrega um Data Book com memorial de cálculo e documentos usados em auditorias (Anvisa/MAPA), além de registros de solda e testes, assegurando robusta cobertura de dados técnicos em seus equipamentos.

A proposta da Kroma é engenharia consultiva de ponta a ponta. Desenvolvemos equipamentos personalizados do projeto à fabricação, com rastreabilidade e suporte à conformidade. Atuamos no mercado desde 1998, com estrutura de ponta e atuação em segmentos como farmacêutico, cosmético, alimentício, biotecnológico e químico. Nossa expertise está à disposição para auxiliar no desenvolvimento da indústria brasileira”, comenta Cleber Gonçalves, Diretor industrial/Financeiro da Kroma.