Quem não se lembra da icônica cena de Charlie Chaplin em Tempos Modernos, tentando desesperadamente acompanhar o ritmo frenético de uma linha de montagem? Aquela imagem, embora cômica, imortalizou o maior desafio da era industrial: o erro humano causado pela repetição exaustiva e o desgaste físico. Quase um século depois, o cenário mudou. A engrenagem que antes “engolia” o operário deu lugar a processos industriais fluidos, onde a tecnologia não serve para escravizar o tempo, mas para dominá-lo com precisão cirúrgica.

No mercado atual, a transição para a automação deixou de ser um luxo para se tornar um requisito de sobrevivência. Mas o que realmente define a “produção inteligente” no século XXI não é a simples troca de braços por robôs. A verdadeira evolução está na integração profunda entre a ciência dos materiais — com o uso estratégico do aço inox adequado à aplicação (com especificação e acabamento compatíveis com o processo, quando aplicável) — e sistemas de controle que ajudam a antecipar desvios e reduzir a incidência de falhas. Para empresas que buscam eficiência, a automação é o fim da era do improviso e o início de uma engenharia de resultados mensuráveis.

Atualmente, a digitalização e a automação são os pilares que sustentam a chamada Indústria 4.0. Quando falamos em processos industriais, estamos nos referindo a uma engrenagem complexa na qual cada componente, desde um agitador magnético até um reator de alta performance, deve operar em perfeita harmonia. Para empresas que lidam com normas rigorosas, como as dos setores farmacêutico e alimentício, por exemplo, essa automação ajuda a garantir maior padronização e repetibilidade entre lotes, reduzindo variáveis subjetivas que costumam comprometer a rentabilidade.

Do início da industrialização, com processos manuais, a entrada da tecnologia no processo produtivo: avanço constante

ENTENDA O QUE SÃO PROCESSOS INDUSTRIAIS AUTOMATIZADOS
Em termos técnicos, processos industriais automatizados são sistemas onde as tarefas de produção, controle e monitoramento são executadas por tecnologias (hardware e software) com intervenção humana mínima. No entanto, para empresas como a Kroma, automação vai além do código: ela começa na concepção mecânica do equipamento.

Um processo verdadeiramente inteligente integra sensores de alta precisão a equipamentos construídos em aço inox com especificação compatível com o processo (e grau sanitário quando exigido pela aplicação), garantindo que a coleta de dados seja tão limpa e confiável quanto o produto final. Essa automação permite o controle de variáveis críticas — como temperatura, pressão, velocidade de agitação e tempo de reação — em tempo real. De acordo com levantamentos da CNI sobre adoção de tecnologias digitais, a indústria brasileira tem ampliado o uso de automação, sensores e sistemas de controle, associando essa evolução a ganhos de eficiência e competitividade (sem implicar uma “média” universal de produtividade).

COMO OS PROCESSOS INDUSTRIAIS AUTOMATIZADOS AUMENTAM A EFICIÊNCIA?
A eficiência em uma planta fabril é medida pela capacidade de entregar o máximo de resultados com o mínimo de desperdício. Os processos industriais automatizados atacam diretamente os gargalos produtivos através de três frentes principais:

1- Consistência de Lotes: Ao automatizar a dosagem e a mistura em equipamentos como os reatores e misturadores, a empresa elimina o erro humano. Isso é vital em setores como o químico e o cosmético, nos quais uma variação mínima pode resultar em perdas significativas de matéria-prima e tempo de produção.

2- Manutenção Preditiva e Rastreabilidade: Sistemas automatizados geram dados contínuos. O conceito de data book (dossê técnico do equipamento, com documentação, certificados e registros de testes/inspeções) somado a registros de processo (gerados pela automação/supervisão) ajuda o gestor a entender e comprovar o que ocorreu em cada etapa crítica, permitindo identificar desgastes antes que uma parada não planejada ocorra.

3- Otimização de Ciclos: Equipamentos automatizados não sofrem fadiga humana, mas estão sujeitos a desgaste e exigem manutenção adequada. Ainda assim, quando bem dimensionados e controlados, eles operam em regimes otimizados de energia e tempo, o que reduz o TCO (Total Cost of Ownership) ao longo do ciclo de vida dos ativos.

BENEFÍCIOS DA AUTOMAÇÃO PARA OS PROCESSOS INDUSTRIAIS}}
A implementação de automação em processos industriais não é apenas uma decisão de engenharia, mas uma decisão financeira estratégica. O retorno sobre o investimento (ROI) pode manifestar-se rapidamente através da conformidade regulatória e da segurança operacional.

No quesito segurança em ambientes críticos, o uso de equipamentos à prova de explosão e sistemas herméticos reduz drasticamente os riscos de acidentes de trabalho, protegendo o ativo mais valioso de qualquer empresa, as pessoas.

Processos automatizados são mais “enxutos”, o que faz diferença quando o tema envereda por sustentabilidade e redução de desperdícios. Eles utilizam a quantidade exata de insumos e energia, alinhando a produção às práticas de ESG (Environmental, Social, and Governance).

Para indústrias como a farmacêutica e a de biotecnologia, a automação facilita a geração de relatórios de validação, essenciais para auditorias. “A Kroma entrega equipamentos que já nascem em conformidade com as normas ASME e ASME-BPE, facilitando o suporte regulatório”, atesta Fernando dos Santos Barbosa, Diretor Comercial da Kroma.

QUANDO MODERNIZAR PROCESSOS INDUSTRIAIS COM AUTOMAÇÃO?
A pergunta não é mais “se”, mas “quando”. Existem sinais claros que indicam quando uma infraestrutura de processos industriais está obsoleta. Se a planta apresenta paradas frequentes, alto índice de refugo de produtos ou dificuldade em rastrear a origem de falhas em auditorias, o momento da modernização é imediato.

Um plano de modernização eficiente pode ser dividido em uma estratégia de 30-60-90 dias:

-Em 30 dias: Realizar um diagnóstico de fluxo e identificar os gargalos mecânicos e de controle.

-Em 60 dias: Projetar soluções customizadas (como sistemas CIP — Clean-in-Place — automatizados) que integrem os novos equipamentos à estrutura existente.

-Em 90 dias: Implementar a automação e treinar a equipe para a leitura de indicadores de desempenho em tempo real.

Um equívoco comum no mercado é acreditar que a transição para processos industriais automatizados seja uma exclusividade de grandes corporações, com orçamentos ilimitados. Na realidade, a modernização pode — e deve — ser implementada de forma modular. Para pequenas e médias empresas, o caminho mais estratégico é iniciar a automação pelos processos que apresentam os maiores índices de erro manual ou desperdício de insumos. Essa abordagem escalonável permite que o retorno sobre o investimento (ROI) de uma etapa financie a próxima fase da digitalização, garantindo um crescimento sustentável da planta produtiva.

Com mais de 25 anos no mercado, a Kroma se consolidou como uma referência em todo o Brasil no fornecimento de equipamentos especiais em aço inox. “Nosso principal diferencial reside na visão consultiva, ou seja, não entregamos apenas uma máquina, mas uma solução de engenharia de ponta a ponta. Entendemos que cada processo é único, por isso, nossos projetos são sob medida, garantindo que a automação se adapte às suas necessidades específicas, e não o contrário. A solidez de nossa engenharia, aliada à precisão dos nossos processos de solda e ensaios (hidrostáticos, radiográficos e de rugosidade), garante a confiabilidade que os tomadores de decisão exige”, completa Fernando dos Santos Barbosa.