Produzir medicamentos em escala industrial exige muito mais do que capacidade instalada. Exige controle. Controle sobre temperatura e pressão. Sobre agitação e transferência de calor. Sobre superfícies em contato com o produto, procedimentos de limpeza, automação, documentação e rastreabilidade. Em uma planta farmacêutica, essas variáveis não estão isoladas: fazem parte de um mesmo sistema e influenciam diretamente a repetibilidade e a segurança do processo.

Essa discussão ganha ainda mais relevância diante da dimensão da indústria brasileira. Dados mais recentes da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), ligada à Anvisa, mostram que o mercado farmacêutico nacional movimentou R$ 160,7 bilhões em 2024 e comercializou 6,07 bilhões de embalagens. Em relação ao ano anterior, houve avanço nominal de 12,8% no faturamento e de 5,3% no volume comercializado.

É dentro desse ambiente de escala, exigência técnica e crescente necessidade de inovação que a Kroma participa da InnoPharma Conference 2026, como patrocinadora Unique.

O encontro será realizado em 17 de setembro, no Hotel Premium, em Campinas (SP). Em sua 10ª edição, a InnoPharma reúne profissionais da indústria (bio)farmacêutica e de segmentos relacionados em uma programação que combina congresso técnico e exposição no formato table-top. Segundo a organização, o evento foi estruturado justamente para aproximar profissionais da indústria de tecnologias, metodologias e soluções voltadas à evolução dos processos produtivos.

A presença da Kroma nesse ambiente não se limita à exposição de equipamentos. Ela coloca em discussão algo que faz parte da própria trajetória da empresa. Trata-se de como traduzir requisitos complexos de processo em soluções de engenharia capazes de operar com segurança, repetibilidade e rastreabilidade.

UMA TRAJETÓRIA CONSTRUÍDA DENTRO DAS PLANTAS FARMACÊUTICAS

Fundada em 1998, em Botucatu (SP), a Kroma desenvolve equipamentos especiais a partir de uma abordagem de engenharia consultiva, acompanhando os projetos desde a definição das especificações até a fabricação, implantação e pós-venda.

A empresa atua nos setores farmacêutico, cosmético, alimentício, biotecnológico, químico e científico e mantém um portfólio que inclui reatores, agitadores, agitadores magnéticos, misturadores de pós e sistemas CIP, além de soluções de processo desenvolvidas de acordo com a aplicação.

No segmento farmacêutico, a experiência acumulada ganha outra dimensão. Segundo levantamento da própria empresa, cerca de 5 mil equipamentos Kroma já foram destinados a plantas farmacêuticas, incluindo projetos relacionados à fabricação de medicamentos, vacinas e outras aplicações de alta exigência.

O número, isoladamente, chama atenção. Mais importante, porém, é o aprendizado que diferentes aplicações proporcionam.

Na indústria farmacêutica, dificilmente dois projetos relevantes são exatamente iguais. Produtos, volumes, viscosidades, temperaturas, pressões, requisitos sanitários, estratégias de limpeza e níveis de automação mudam. Por isso, experiência acumulada passa a significar capacidade de formular melhores perguntas antes de começar a fabricar o equipamento”, afirma Fernando dos Santos Barbosa, Diretor Comercial da Kroma.

Na indústria farmacêutica, o equipamento começa antes do aço. Para isso, é preciso fazer as perguntas certas:

  • Qual produto será processado?
  • Quais são suas características físico-químicas?
  • Que faixa de temperatura deverá ser mantida?
  • Haverá pressão ou vácuo?
  • Qual nível de homogeneização é necessário?
  • Como ocorrerá a limpeza?
  • Quais dados precisam ser registrados?
  • Que documentação será necessária para qualificação, validação e auditorias?

Questões como essas ajudam a transformar uma especificação inicial em uma solução de processo.

Na abordagem consultiva utilizada pela Kroma, a URS — User Requirement Specification, ou Especificação de Requisitos do Usuário — torna-se uma das referências para o desenvolvimento. Engenharia, Produção, Qualidade e demais áreas envolvidas precisam transformar as exigências do processo em parâmetros concretos de projeto.

Essa preocupação encontra respaldo nas próprias Boas Práticas de Fabricação.

A RDC 658/2022 estabelece no Brasil as Diretrizes Gerais de Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos. No âmbito internacional, o Capítulo 3 das EU GMP determina que os equipamentos de fabricação sejam projetados, instalados e mantidos de maneira compatível com sua finalidade e permitam limpeza completa. Também estabelece que as superfícies em contato com o produto não devem reagir, adicionar substâncias ou absorvê-las a ponto de comprometer sua qualidade.

Em outras palavras, projeto mecânico, materiais, acabamento superficial, instrumentação, automação e limpeza não podem ser tratados como decisões independentes. Todos fazem parte da engenharia do processo.

TECNOLOGIA EM PROCESSOS FARMACÊUTICOS ESTARÁ NO CENTRO DA PARTICIPAÇÃO DA KROMA

Além de participar como patrocinadora Unique da InnoPharma, a Kroma estará na programação técnica do congresso com a palestra:

Celso Fernandes Joaquim Junior, Gerente de Engenharia da Kroma Equipamentos Especiais vai ministrar palestra com o tema “Tecnologia em processos farmacêuticos”. Será na  Sala Roma, entre 16h e 16h40. A escolha do tema reforça o caráter técnico da participação.

Celso Fernandes Joaquim Junior possui formação em Engenharia Mecânica, mestrado em Engenharia Industrial e doutorado em Engenharia Química pela Unicamp, além de experiência acadêmica na área de agitação e mistura de fluidos. Sua trajetória inclui atividades de pesquisa ligadas ao desenvolvimento e à simulação de sistemas de mistura.

A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) registra projeto coordenado por Celso em parceria com a Kroma voltado ao projeto, simulação e desenvolvimento de misturadores estáticos para líquidos, com aplicações que incluem a indústria farmacêutica. Trata-se de um histórico que ajuda a contextualizar por que temas como agitação, mistura e tecnologia de processo ocupam posição relevante na engenharia da empresa.

ENGENHARIA FARMACÊUTICA É UMA DISCUSSÃO CADA VEZ MAIS ESTRATÉGICA

O Brasil vive um momento em que ampliar a capacidade tecnológica e produtiva da área da saúde se tornou também prioridade de política industrial.

A estratégia para o Complexo Econômico-Industrial da Saúde estabelece metas de ampliação da produção nacional de bens de saúde, com objetivo de alcançar 70% de produção local para atender às necessidades do país até 2033. Medicamentos, princípios ativos biológicos, vacinas, hemoderivados e terapias avançadas estão entre as cadeias consideradas prioritárias.

Esse movimento aumenta a importância de toda a infraestrutura que sustenta a produção. Porque ampliar capacidade farmacêutica não depende somente de desenvolver novas moléculas ou instalar metros quadrados de fábrica. Depende também de dominar os equipamentos, sistemas e processos que permitem transformar conhecimento em produção industrial repetível.

É nesse ponto que fornecedores especializados deixam de ocupar uma posição meramente comercial na cadeia. Eles passam a integrar a capacidade tecnológica da própria indústria.

E é essa perspectiva que torna a participação da Kroma na InnoPharma especialmente pertinente.

ENCONTRE A KROMA NA INNOPHARMA 2026

A InnoPharma Conference 2026 acontece em 17 de setembro, no Hotel Premium, em Campinas (SP).

Como patrocinadora Unique, a Kroma estará no evento para discutir equipamentos especiais, engenharia de processo, automação, agitação, reatores, sistemas de limpeza, rastreabilidade e outros desafios presentes nas plantas farmacêuticas.

E, às 16h, na Sala Roma, Celso Fernandes Joaquim Junior, da Kroma Equipamentos Especiais, apresenta a palestra “Tecnologia em processos farmacêuticos”, com término previsto para 16h40.

Para profissionais envolvidos na especificação de novos equipamentos, ampliação de capacidade, modernização de linhas ou desenvolvimento de processos, a InnoPharma será também uma oportunidade para colocar desafios concretos de engenharia em discussão.