Tecnologia como aliada para garantir sustentabilidade nos processos industriais

Sustentabilidade na indústria não é apenas uma pauta regulatória. De fato, influencia custo operacional, competitividade, reputação e capacidade de crescimento. Isso fica ainda mais evidente quando se observa que o setor industrial responde por cerca de 40% da demanda final global de energia, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Significa que qualquer avanço em eficiência, controle de processos e uso racional de recursos tem impacto direto tanto no resultado financeiro quanto no desempenho ambiental das operações.

É nesse contexto que a tecnologia se torna uma aliada estratégica. Mais do que automatizar tarefas, ela permite operar com mais precisão, reduzir desperdícios, melhorar a rastreabilidade e tomar decisões baseadas em dados. O resultado é uma indústria mais eficiente, mais preparada para auditorias e mais aderente às exigências de sustentabilidade que já fazem parte do ambiente de negócios. A própria IEA destaca que a digitalização pode ajudar a reduzir custos, melhorar eficiência e resiliência e também reduzir emissões.

O QUE É TECNOLOGIA SUSTENTÁVEL NA INDÚSTRIA?
Tecnologia sustentável na indústria é o conjunto de soluções que melhora o desempenho do processo e, ao mesmo tempo, reduz o consumo de recursos e o impacto ambiental da operação. Isso inclui pontos essenciais, como:

-Automação industrial
-Sensoriamento
-Monitoramento em tempo real
-Controle de variáveis críticas
-Integração de dados
-Desenho sanitário
-Sistemas CIP/SIP
-Engenharia de equipamentos
-Projetos desenvolvidos para a realidade do processo

Uma tecnologia só se torna sustentável quando ajuda a fazer mais com menos. Menos energia para aquecer ou resfriar. Menos água em ciclos de limpeza. Menos perda de matéria-prima por variação de processo. Menos retrabalho causado por baixa repetibilidade. Menos intervenção corretiva por falta de previsibilidade.

Sustentabilidade industrial, portanto, não está apenas em trocar insumos ou atender normas. Sustentabilidade industrial está em desenhar processos mais inteligentes.

Esse conceito conversa diretamente com o modelo de atuação da Kroma, que desenvolve tecnologia como parte da engenharia de processo. Isso vale para automação integrada, controle operacional, eficiência energética, limpeza validável e projetos turnkey pensados desde a concepção até o start-up”, explica o Diretor Comercial Fernando dos Santos Barbosa.

COMO REDUZIR IMPACTOS AMBIENTAIS COM TECNOLOGI
Reduzir impacto ambiental na indústria começa por eliminar desperdícios que muitas vezes passam despercebidos. Vamos citar aqui cinco exemplos clássicos:

1- Excesso de tempo em aquecimento
2- Ciclos de limpeza longos demais
3- Agitação mal dimensionada
4- Intervenções manuais constantes
5- Perda de estabilidade operacional

Quando o processo passa a ser monitorado e controlado com mais precisão, a empresa tende a consumir menos recursos para obter o mesmo resultado. Ou melhor ainda. Com ajustes certos, até melhores resultados.

A automação industrial integrada tem papel central nisso. Quando automação e projeto mecânico nascem juntos, a indústria ganha coerência física dos dados, instrumentação melhor posicionada e menos improviso na operação. Isso ajuda a evitar ajustes “eternos” de comissionamento, melhora a leitura do processo e favorece decisões mais rápidas e mais confiáveis. É assim que operamos na Kroma”, garante Fernando dos Santos Barbosa.

Outro ponto importante é a limpeza industrial. Quando sistemas CIP/SIP são bem projetados e bem operados, a limpeza deixa de ser um gargalo imprevisível e passa a funcionar como um processo repetível, registrável e mais eficiente. Esse tipo de solução é uma forma de reduzir tempo de parada entre lotes, evitar contaminação cruzada e facilitar comprovações e auditorias. Isso tem reflexo direto no uso racional de água, energia, químicos e horas improdutivas.

Também vale olhar para o próprio equipamento. Projetos personalizados, com especificação coerente de materiais, geometria, instrumentação e operação, ajudam a evitar superdimensionamento, perdas por baixa performance e consumo desnecessário de utilidades. Em outras palavras, a sustentabilidade melhora quando o equipamento é pensado para o processo real.

PORQUE INVESTIR EM PROCESSOS SUSTENTÁVEIS
Processos sustentáveis tendem a melhorar indicadores que importam para qualquer liderança industrial, ou seja, custo, previsibilidade, conformidade e competitividade. A ISO 14001, padrão internacional de sistema de gestão ambiental, destaca benefícios como melhoria do desempenho ambiental, uso mais eficiente de recursos, redução de desperdícios e apoio aos processos de conformidade regulatória.

Isso significa que sustentabilidade bem aplicada não age contra o negócio. Ela fortalece o negócio. Reduzir desperdício de energia e insumos melhora OPEX. Aumentar controle operacional reduz perdas e retrabalho. Melhorar documentação e rastreabilidade fortalece auditorias, qualificação e relação com clientes. Para operações industriais mais exigentes, esse conjunto se torna um ativo estratégico.

A IEA também reforça que eficiência energética segue como uma das frentes mais importantes para competitividade e redução de emissões. Em um cenário em que custo de utilidades, metas ambientais e exigência de transparência crescem ao mesmo tempo, investir em processos mais sustentáveis é uma forma de preparar a operação para um mercado mais rigoroso e orientado a desempenho.

QUANDO APLICAR SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS
A adoção de soluções tecnológicas faz mais sentido quando a empresa começa a perceber sinais de desgaste operacional. Entre os mais comuns estão:

-Aumento recorrente de consumo energético
-Excesso de ajustes manuais
-Dificuldade para manter repetibilidade entre lotes
-Tempo elevado de limpeza
-Falhas frequentes de integração entre equipamentos e automação
-Limitações para rastrear dados em auditorias.

Esse momento costuma chegar antes do que muita empresa imagina. Muitas vezes, o processo ainda “funciona”, mas já opera com perdas acumuladas, consumo acima do necessário e baixa previsibilidade. É justamente aí que a tecnologia entrega mais valor. Antes que o problema se transforme em rotina e antes que o custo do improviso fique maior do que o custo da melhoria.

Em projetos industriais novos, o ideal é incorporar tecnologia desde a fase de concepção. Em plantas existentes, a aplicação pode começar pelos pontos de maior impacto, que são controle de processo, monitoramento, limpeza, integração de automação e adequação de equipamentos críticos. O importante é que a decisão seja guiada por engenharia e objetivo operacional, não apenas por tendência tecnológica.

QUAL O IMPACTO DA TECNOLOGIA NA EFICIÊNCIA INDUSTRIAL?
O impacto direto está em mais controle, menos desperdício e melhor uso de ativos. Quando a empresa mede melhor, controla melhor e documenta melhor, passa a operar com mais estabilidade. Isso reduz paradas desnecessárias, melhora a qualidade dos lotes, aumenta a previsibilidade e favorece decisões mais rápidas. Em termos energéticos, eficiência significa entregar o mesmo resultado com menor consumo. Em termos industriais, isso se traduz em produtividade com racionalidade operacional.

A Kroma reforça essa relação ao defender que automação confiável começa no projeto. Quando engenharia, instrumentação, lógica de controle e requisitos de segurança são pensados no mesmo raciocínio, a operação tende a ganhar desempenho consistente e menos dependência de correções posteriores.

Além disso, eficiência industrial não depende só de software. Depende da combinação entre materiais adequados, construção de qualidade, desenho orientado à operação e documentação técnica robusta. Na Kroma, essa proposta aparece de forma recorrente em temas como rastreabilidade, Data Book, conformidade e soluções especiais em aço inox para ambientes industriais de alta exigência.

TECNOLOGIA, SUSTENTABILIDADE E VANTAGEM COMPETITIVA
A indústria que trata sustentabilidade apenas como obrigação tende a agir tarde e gastar mais. Já a indústria que usa tecnologia para controlar melhor seus processos consegue transformar exigência ambiental em ganho operacional. Esse é o ponto central: sustentabilidade industrial não deve ser vista como freio. Quando apoiada por engenharia, automação e monitoramento, ela pode funcionar como acelerador de eficiência, qualidade e competitividade.

“Ao unir engenharia consultiva, personalização, automação integrada, documentação técnica e foco em desempenho real de processo, a Kroma se posiciona como parceira para empresas que querem operações mais sustentáveis, eficientes e preparadas para o futuro”, completa o Diretor Comercial Fernando dos Santos Barbosa.

 


PUPSIT automatizado — parte 2: auditorias, rastreabilidade e tomada de decisão

Em processos estéreis, como os conduzidos nas indústrias farmacêutica e biotecnológica, uma decisão técnica só se sustenta quando pode ser reconstruída.

O que aconteceu, quando aconteceu, em quais condições e com quais evidências: tudo precisa estar claro. Na filtração esterilizante, essa lógica ganha ainda mais peso, porque a integridade do filtro é uma das barreiras críticas de proteção do produto.

É por isso que o PUPSIT ganhou tanta relevância nos processos farmacêuticos e biotecnológicos. E é também por isso que a automação dessa etapa importa muito além da eficiência operacional.

Neste segundo artigo sobre o tema (para ler o primeiro artigo, clique AQUI) , o foco é o que muda na prática quando o PUPSIT é automatizado:

- Como os dados gerados fortalecem a rastreabilidade;
- Como isso impacta auditorias

- Porque essa estrutura melhora a qualidade da tomada de decisão técnica.

UMA RÁPIDA CONTEXTUALIZAÇÃO PARA QUEM CHEGOU AGORA
PUPSIT vem de Pre-Use Post-Sterilization Integrity Testing, ou teste de integridade pós-esterilização e pré-uso. Em termos gerais, é a verificação da integridade do conjunto filtrante depois da esterilização e antes da filtração do produto, com o objetivo de identificar danos, perda de integridade ou falhas que possam ter ocorrido antes da etapa crítica de filtração.

O EU GMP Annex 1, anexo das Boas Práticas de Fabricação da União Europeia dedicado à fabricação de produtos estéreis, estabelece que a integridade do conjunto filtrante esterilizado seja verificada antes do uso, por meio do PUPSIT, para checar possíveis danos ou perda de integridade causados pela preparação do filtro antes da operação.

Os dados de validação da filtração devem ser aplicáveis ao produto, ao processo e às condições reais de uso. Isso ocorre porque o desempenho do filtro pode variar conforme características como viscosidade, pH, compatibilidade da formulação com o filtro, pressão, vazão, tempo máximo de uso, temperatura, osmolalidade e efeitos de choque hidráulico.

Vale destacar que o teste de integridade pós-uso é importante para detectar eventuais vazamentos ou perfurações que possam ter ocorrido durante a filtração.

O PUPSIT, portanto, não deve ser visto apenas como uma exigência técnica. Ele é parte de uma lógica maior de controle, evidência e rastreabilidade.

O QUE MUDA PARA AUDITORIAS E TOMADA DE DECISÃO

Em processos regulados, algumas perguntas simples costumam exigir muitas evidências.

-O filtro estava íntegro antes do uso?
-O teste foi realizado depois da esterilização?
-Os parâmetros estavam dentro do validado?
-O resultado foi associado ao lote correto?
-Houve algum alarme?
-O teste pós-uso confirmou a integridade após a filtração?
-Os registros estão disponíveis para revisão?

Essas perguntas não são burocráticas. Elas ajudam a demonstrar se a barreira crítica funcionou como deveria, no momento correto e dentro das condições estabelecidas. Em uma planta farmacêutica ou biotecnológica, por exemplo, essa capacidade de resposta é decisiva para sustentar a confiança no processo.

Quando o PUPSIT é conduzido de forma automatizada, a planta pode contar com registros mais consistentes sobre sequência operacional, parâmetros críticos, tempos, pressões, permissivos, alarmes, ciclos executados e resultados associados ao lote. Isso reduz lacunas de interpretação e fortalece a análise das áreas de Qualidade, Produção, Manutenção, Engenharia e Validação.

A DOCUMENTAÇÃO COMO PARTE DA QUALIDADE
Esse ponto conversa diretamente com a forma como a Kroma entende engenharia para ambientes regulados: projeto, fabricação, automação e documentação precisam nascer juntos.

Em equipamentos especiais para a indústria farmacêutica e biotecnológica, a rastreabilidade não deve ser tratada como uma etapa final. Ela precisa acompanhar o projeto desde a definição técnica até a entrega do equipamento e startup.

Na Kroma, trabalhamos com engenharia consultiva, personalização dos equipamentos e sistemas e a documentação como parte da entrega técnica, incluindo Data Book, certificados de materiais, relatórios de solda e registros que apoiam auditorias e comprovação de conformidade”, informa o Diretor Industrial e Financeiro da Kroma, Cleber Gonçalves.

No contexto do PUPSIT automatizado, essa lógica é essencial. Os dados gerados pelo sistema precisam ser utilizáveis, rastreáveis e coerentes com a estratégia validada. Não basta registrar por registrar. A informação precisa ter contexto técnico, vínculo com o lote, relação com os parâmetros de processo e valor real para tomada de decisão.

É essa diferença que separa um registro operacional de uma evidência técnica.

PUPSIT NÃO É UMA ETAPA ISOLADA
Um erro comum é tratar o PUPSIT como uma exigência desconectada do restante do processo, quando, na verdade, precisa estar integrado à Estratégia de Controle de Contaminação, à validação da filtração, ao conhecimento do produto, à qualificação do sistema, ao desenho sanitário, à esterilização, aos testes pós-uso e à gestão de risco da qualidade.

O próprio Annex 1 reconhece que, em situações específicas, o PUPSIT pode não ser possível por restrições de processo, como na filtração de volumes muito pequenos. Nesses casos, abordagens alternativas precisam ser justificadas por uma avaliação de risco robusta e acompanhadas de controles apropriados para mitigar o risco de uso de um sistema de filtração não íntegro.

Essa observação evita uma leitura simplista do tema. PUPSIT não é apenas “fazer um teste”. É demonstrar controle de uma barreira crítica dentro de uma estratégia maior.

Quando automatizado, esse controle precisa estar embutido na engenharia, na lógica operacional e na forma como os dados são gerados, registrados, protegidos, analisados e utilizados dentro da estratégia validada. É esse conjunto que torna o processo mais robusto, repetível e defensável.

PORQUE A AUTOMAÇÃO FORTALECE A RASTREABILIDADE
Rastreabilidade não é apenas saber que uma etapa aconteceu. É conseguir reconstruir tecnicamente o que aconteceu, quando aconteceu, em quais condições, com quais parâmetros e com quais resultados.

Em sistemas manuais ou altamente dependentes da intervenção do operador, parte dessa reconstrução pode depender de anotações, conferências, registros preenchidos em momentos diferentes ou interpretações posteriores. Isso aumenta o risco de inconsistências, especialmente em etapas sensíveis.

A automação reduz esse espaço de incerteza. Em um sistema de filtração com PUPSIT automatizado, a execução pode seguir sequências controladas por lógica operacional, com permissivos, intertravamentos, alarmes e registros associados ao ciclo. Isso ajuda a demonstrar que o teste foi realizado na ordem correta, sob as condições previstas e com resultados disponíveis para revisão

Esse tipo de estrutura favorece três frentes diretamente:

Revisão de lote: os dados ficam mais organizados para avaliação técnica antes da liberação.

Investigação de desvios: eventos, alarmes e parâmetros podem ser analisados com mais clareza e precisão.

Auditorias: as evidências deixam de depender de registros fragmentados e passam a compor uma documentação mais coerente e auditável.

Esse é um ponto especialmente relevante para equipamentos destinados à indústria farmacêutica. A decisão técnica nesse setor precisa considerar:

-Limpeza
-Materiais
-Acabamento
-Validação
-Integridade de dados
-Manutenção
-Risco de contaminação cruzada 

Conformidade regulatória desde o primeiro desenho do projeto

QUAL É A ENTREGA DE PROJETOS COM PUPSIT AUTOMATIZADO
Para quem opera em ambientes estéreis, maturidade de processo aparece quando a empresa consegue demonstrar, lote após lote, que suas barreiras críticas foram projetadas, testadas, operadas e documentadas de forma coerente.

Para isso, é preciso que o conjunto filtrante, o método de teste, a automação, os parâmetros, os registros e a análise de risco formem um sistema confiável.

Projetos com PUPSIT automatizado contribuem diretamente para três ganhos essenciais:

Mais repetibilidade: a execução pode seguir sequências controladas por lógica automatizada, reduzindo variações entre operadores, turnos e campanhas.

Mais rastreabilidade: os registros podem ficar associados ao lote, ao equipamento, ao ciclo e aos parâmetros críticos, facilitando revisões internas e auditorias.

Menos intervenção manual: a redução de manipulações e decisões improvisadas diminui a exposição do processo a falhas humanas em uma etapa de alta criticidade.

Na rotina de uma planta farmacêutica ou biotecnológica, esses ganhos fortalecem a qualidade, reduzem incertezas, apoiam investigações quando necessário e dão mais segurança para decisões técnicas. É nessa conexão entre engenharia, automação, documentação e processo que o PUPSIT automatizado ganha valor. Não como uma função isolada, mas como parte de um sistema projetado para operar com controle e comprovar esse controle quando necessário”, completa o Diretor Industrial e Financeiro da Kroma.

KROMA NA FCE PHARMA 2026
Uma oportunidade para saber mais sobre como a Kroma desenvolve projetos com engenharia de ponta a ponta para a indústria farmacêutica é visitar seu stand na FCE Pharma 2026. O evento acontece de 1 a 3 de junho, no São Paulo Expo, e reúne marcas, profissionais, tecnologias e soluções voltadas a diferentes etapas da cadeia farmacêutica.

Para quem busca mais controle, rastreabilidade e segurança em processos estéreis, a visita ao stand da Kroma (I96, no São Paulo Expo) será uma oportunidade de conversar com especialistas e entender como a automação, o projeto sob medida e a documentação técnica podem fortalecer a confiabilidade da operação.


PUPSIT automatizado — parte 1: mais controle e rastreabilidade na filtração estéril

Em processos industriais estéreis, como os conduzidos nas indústrias farmacêutica e biotecnológica, algumas barreiras não podem falhar. O filtro esterilizante é uma delas.

Ele não é apenas mais um componente instalado na linha. Em muitos processos farmacêuticos e biotecnológicos, é a última barreira técnica entre um produto dentro da especificação e um desvio capaz de comprometer lote, auditoria, cronograma e confiança. Por isso, quando o assunto é filtração esterilizante, não basta que o sistema tenha sido bem projetado. É preciso demonstrar, com dados, que a barreira crítica permaneceu íntegra exatamente no momento em que ela deveria proteger o produto.

Essa é a lógica por trás do PUPSIT.

A sigla vem de Pre-Use Post-Sterilization Integrity Testing, ou teste de integridade pós-esterilização e pré-uso. Na prática, significa verificar a integridade do conjunto filtrante depois da esterilização e antes da filtração do produto. O objetivo é identificar possíveis danos, perda de integridade ou falhas que possam ter ocorrido durante montagem, preparação, esterilização, transporte interno, conexão ou condicionamento do sistema.

Em ambientes estéreis, essa diferença entre confiar e comprovar é decisiva.

A fabricação de produtos estéreis exige controles específicos para minimizar riscos de contaminação microbiana, particulada e por endotoxinas/pirogênios. O EU GMP Annex 1, referência europeia de Boas Práticas de Fabricação para produtos estéreis, reforça que instalações, equipamentos, processos e sistemas de monitoramento devem ser projetados, qualificados, validados, monitorados e revisados por equipes com conhecimento adequado de processo, engenharia e microbiologia. Também estabelece a necessidade de uma Estratégia de Controle de Contaminação, conhecida pela sigla CCS, do inglês Contamination Control Strategy, capaz de integrar controles técnicos, operacionais e organizacionais.

Na rotina industrial, significa que cada etapa crítica precisa ser pensada como parte de um conjunto. A filtração esterilizante não se sustenta apenas pela escolha de um bom filtro. Ela depende do desenho do sistema, da compatibilidade com o produto, dos parâmetros de processo, da montagem correta, da esterilização, dos testes de integridade, da validação e da documentação.

O QUE O PUPSIT COMPROVA DENTRO DO PROCESSO
O PUPSIT tem uma função objetiva, que é verificar se o conjunto filtrante esterilizado está íntegro antes de entrar em contato com o produto que será filtrado.

Essa verificação é relevante porque um filtro pode ser adequado em especificação, mas sofrer algum impacto durante etapas anteriores ao uso. Um erro de montagem, uma conexão inadequada, uma condição de esterilização mal controlada ou uma falha mecânica podem comprometer a integridade do sistema. Sem o teste pré-uso, esse problema poderia ser identificado apenas depois da filtração, quando o lote já passou pela barreira crítica.

O Annex 1 orienta que sistemas de filtração permitam teste de integridade em linha do filtro esterilizante final, preferencialmente em sistema fechado, antes e depois da filtração, conforme necessário. Também destaca que os métodos de teste em linha devem ser selecionados de forma a evitar impacto adverso na qualidade do produto.

Aqui vale uma distinção importante: PUPSIT é o teste pós-esterilização e pré-uso. Já o teste após a filtração é o teste pós-uso de integridade, realizado para verificar se o filtro permaneceu íntegro durante o processo. É importante porque pode detectar vazamentos ou perfurações ocorridos durante a filtração. Além disso, a especificação do teste de integridade deve estar coerente com os dados gerados nos estudos de retenção bacteriana.

Significa que o PUPSIT não substitui o teste pós-uso. Os dois cumprem papéis complementares dentro da estratégia de controle. Um demonstra a condição do filtro antes da exposição ao produto. O outro confirma sua condição após a operação.

PORQUE A FILTRAÇÃO ESTERILIZANTE EXIGE TANTO RIGOR
Muitos produtos farmacêuticos e biotecnológicos não podem ser esterilizados em seu recipiente final. Em situações assim, a filtração esterilizante assume papel central na estratégia de esterilidade. Mas o desempenho do filtro não pode ser tratado como uma variável isolada.

Dados de validação precisam ser aplicáveis ao produto e às condições reais de uso, porque o desempenho do filtro pode variar conforme características da formulação e do processo. Entre os fatores que podem influenciar esse desempenho estão viscosidade, pH, compatibilidade com o material do filtro, pressão, vazão, tempo máximo de uso, temperatura, osmolalidade e efeitos de choque hidráulico.

Isso exige uma combinação de fatores técnicos bem controlados:

  • filtro adequado ao produto e ao processo;
  • parâmetros validados de pressão, vazão, temperatura, tempo e diferencial de pressão;
  • montagem correta e rastreável;
  • esterilização compatível com o conjunto;
  • teste de integridade pós-esterilização/pré-uso;
  • teste de integridade pós-uso;
  • documentação coerente com a operação executada.

Cada um desses pontos precisa ser demonstrável. Em uma auditoria, não basta afirmar que o processo foi seguido. É preciso apresentar evidências. Essa é uma das razões pelas quais a automação do PUPSIT ganha relevância em plantas de alta exigência.

AUTOMATIZAR O PUPSIT É REDUZIR VARIABILIDADE ONDE ELA NÃO DEVERIA EXISTIR
Quando uma etapa crítica depende de muitas intervenções manuais, a variabilidade aumenta. E, em ambientes estéreis, a variabilidade costuma gerar perguntas difíceis: 

- A conexão foi feita da mesma forma em todos os lotes?
- A sequência operacional foi respeitada?
- O tempo de estabilização foi cumprido?
- O parâmetro foi registrado no momento correto?
- Houve intervenção não prevista?
- O alarme foi tratado de forma adequada?

A automação reduz esse espaço para interpretação. Sabe por que?

Em um sistema de filtração com PUPSIT automatizado, a lógica operacional pode controlar sequências, intertravamentos, permissivos, tempos, pressões, alarmes, etapas de condicionamento, integração com instrumentos e geração de registros. Em vez de depender apenas da memória operacional ou de anotações manuais, a planta passa a contar com dados estruturados, associados ao lote, ao equipamento e ao ciclo executado.

Isso não elimina a necessidade de procedimentos, treinamento, qualificação e validação. Pelo contrário, torna esses elementos mais visíveis e mais fáceis de verificar. A automação bem projetada não substitui o conhecimento técnico; ela organiza o processo para que esse conhecimento seja aplicado com mais consistência.

É por isso que, em projetos de alta criticidade, automação precisa nascer junto com a arquitetura do sistema.

AUTOMAÇÃO COMEÇA NO PROJETO

Um PUPSIT automatizado eficiente depende de decisões tomadas muito antes da operação. A arquitetura do skid, o desenho das linhas, a drenabilidade, a seleção de válvulas, os pontos de conexão, a instrumentação, o método de esterilização, a integração com o equipamento de teste e a lógica de registro precisam funcionar como partes de um mesmo sistema. Quando esses elementos não conversam entre si, a automação pode até executar comandos, mas não necessariamente entrega controle de processo.

Essa visão está diretamente ligada à forma como a Kroma desenvolve soluções para ambientes de alta exigência. A empresa fabrica equipamentos especiais em aço inox com engenharia consultiva, projetos sob medida, automação integrada ao processo, rastreabilidade e documentação técnica voltada a ambientes auditáveis. “Automação não começa no painel, mas no equipamento certo para o processo, com engenharia preparada para instrumentação, pontos de medição, manutenção e conformidade”, afirma Fernando dos Santos Barbosa, Diretor Comercial da Kroma.

No caso de sistemas de filtração estéril com PUPSIT automatizado, essa abordagem faz diferença porque a criticidade não está apenas no teste em si. Está no conjunto:

- Como o sistema foi projetado
- Como é esterilizado
- Como o filtro é testado
- Como os parâmetros são controlados
- Como as evidências são registradas

É nesse cenário que a engenharia da Kroma revela seu diferencial. Ao desenvolver sistemas de filtração com PUPSIT totalmente automatizado, transformamos uma etapa crítica em um processo mais robusto, consistente e auditável. A automação reduz a variabilidade de execução, fortalece a padronização operacional e diminui a dependência de intervenções manuais — um ganho relevante em ambientes nos quais repetibilidade e controle documental têm impacto direto sobre a confiabilidade do processo”, reforça Fernando dos Santos Barbosa.

KROMA NA FCE PHARMA 2026
Uma oportunidade para saber mais sobre como a Kroma desenvolve projetos com engenharia de ponta a ponta para a indústria farmacêutica é visitar seu stand na FCE Pharma 2026. O evento acontece de 1 a 3 de junho, no São Paulo Expo, e reúne marcas, profissionais, tecnologias e soluções voltadas a diferentes etapas da cadeia farmacêutica.

Para quem busca mais controle, rastreabilidade e segurança em processos estéreis, a visita ao stand da Kroma (I96, no São Paulo Expo) será uma oportunidade de conversar com especialistas e entender como a automação, o projeto sob medida e a documentação técnica podem fortalecer a confiabilidade da operação.

Para ler a segunda parte, clique AQUI

 


Porque a Kroma vai além da fabricação de equipamentos e entrega engenharia de processo

Uma fábrica raramente enfrenta problemas por falta de peças metálicas. Os grandes desafios costumam aparecer quando o equipamento não conversa bem com o produto, com o operador, com a limpeza, com o layout, com a manutenção ou com o ritmo real da produção.

Com base nesse raciocínio, fica evidente a diferença entre fabricar um equipamento e entregar engenharia de processo.

Um tanque, um reator, um misturador ou um sistema especial em aço inox pode ser tecnicamente bem construído e, ainda assim, não resolver a “dor” de uma planta industrial.

O que define o valor da solução é a inteligência aplicada antes da fabricação, ou seja, entender o comportamento do produto, mapear restrições, antecipar riscos, prever interfaces e transformar tudo isso em uma entrega industrial coerente.

Desde 1998, a Kroma vem construindo uma reputação que a coloca como referência em equipamentos especiais desenvolvidos com engenharia forte, inovadora e consultiva, com atuação integrada em setores como farmacêutico, cosmético, alimentício, biotecnológico, químico e científico.

O PROCESSO VEM ANTES DO DESENHO
Em projetos industriais de alta exigência, começar pelo desenho pode encurtar a conversa e alongar o problema.

A pergunta inicial deveria ser mais ampla: o que a operação precisa alcançar?

A resposta passa por variáveis que nem sempre aparecem em uma cotação tradicional. Desta forma, podem surgir novos questionamentos:

  • Qual é o comportamento do produto? 
  • Há variação de viscosidade? 
  • O processo exige aquecimento, resfriamento, vácuo ou pressão? 
  • A limpeza será manual, automatizada ou integrada ao ciclo produtivo? 
  • O operador precisará intervir em pontos críticos? A planta tem restrição de espaço? 
  • A automação será incorporada desde o início?
  • Essas perguntas mudam o projeto.

Quando a engenharia parte da realidade da operação, o equipamento deixa de ser uma peça isolada e passa a funcionar como parte do sistema produtivo. Isso pode impactar produtividade, segurança, consumo de recursos, ergonomia, padronização de lotes e previsibilidade operacional.

ENGENHARIA CONSULTIVA COMO MÉTODO
Na Kroma, a engenharia é de ponta a ponta, do projeto ao start up, sem deixar o pós-venda de lado. Nossa missão é atuar para o crescimento da indústria brasileira, com melhoria nos processos, redução de custos, segurança dos profissionais, resultados mensuráveis, automação, conformidade, especificações, inovação da entrega, rastreabilidade da operação e sustentabilidade nos resultados”, garante Fernando dos Santos Barbosa, Diretor Comercial da Kroma.

Essa definição ajuda a entender o que significa entregar engenharia de processo.

A entrega começa antes da fabricação e continua depois da instalação. Há uma leitura técnica da demanda, uma etapa de especificação, a definição do conceito, a integração com requisitos de operação e, quando aplicável, o acompanhamento pós-implantação.

O EQUIPAMENTO COMO PARTE DE UM SISTEMA PRODUTIVO
Existe uma verdade que vale tanto para a sociedade quanto para a indústria. Ninguém vive sozinho. E nenhum equipamento trabalha sozinho.

  • Um reator depende de controle térmico, agitação adequada, instrumentação e lógica operacional. 
  • Um tanque pode influenciar tempo de limpeza, transferência de produto e rotina de manutenção. 
  • Um misturador pode determinar homogeneidade, ciclo de batelada e estabilidade do resultado. 
  • Um sistema automatizado pode reduzir intervenções repetitivas e melhorar a consistência da operação.

Quando a solução nasce com essa leitura integrada, o projeto ganha em precisão, qualidade e produtividade.

“A visão consultiva da Kroma está ligada à vocação para automação de processos, desde a avaliação da demanda até especificações, normas do projeto e acompanhamento pós-implantação. E essa é uma diferença prática. Ao invés de  ser um elemento adicionado no fim, a automação passa a participar da arquitetura da solução. Sensores, comandos, segurança, acesso operacional, limpeza e manutenção podem ser pensados como partes do mesmo raciocínio de engenharia”, explica Cleber Gonçalves, Diretor Financeiro da Kroma.

MENOS IMPROVISO, MAIS PREVISIBILIDADE
Toda planta industrial convive com ajustes. O problema começa quando o ajuste vira rotina,, como:

  • Operadores que precisam compensar falhas de projeto.
  • Equipes de manutenção chamadas sempre para os mesmos pontos. 
  • Tempos de ciclo que variam sem explicação clara. 
  • Limpezas mais longas do que o previsto. 
  • Sistemas que dependem de intervenção manual onde deveria haver controle

A engenharia de processo trabalha para reduzir esse tipo de ruído. Isso não significa prometer uma operação sem variações. Significa projetar com mais entendimento sobre o comportamento real da produção. Significa prever acessos, fluxos, interfaces, riscos e rotinas. Significa criar uma solução com mais aderência ao uso diário.

A redução da intervenção humana, dos desperdícios e do impacto ambiental está presente em cada projeto Kroma, junto ao aumento da segurança, confiabilidade, eficiência e produtividade. O ponto central está na forma de pensar. A engenharia aplicada ao processo não trata o equipamento como um fim. Trata o equipamento como um meio para produzir melhor”, analisa Fernando dos Santos Barbosa.

AUTOMAÇÃO COM PROPÓSITO INDUSTRIAL
A verdade é que a automação industrial só entrega valor real quando está conectada ao processo. Significa que automatizar uma etapa mal compreendida pode apenas acelerar uma inconsistência. Por isso, a integração entre engenharia mecânica, elétrica, automação e operação precisa acontecer cedo. O sistema precisa saber o que medir, o que controlar, quando intervir, quais alarmes fazem sentido e quais dados ajudam a equipe a tomar decisões melhores.

Esse ponto é decisivo em plantas que buscam mais repetibilidade, segurança e eficiência. O equipamento certo, com automação bem concebida, pode reduzir a dependência de ajustes manuais, melhorar a estabilidade operacional e apoiar o crescimento da produção com mais controle.

ENGENHARIA DE PROCESSO TAMBÉM É VISÃO DE CICLO DE VIDA
Um equipamento industrial precisa funcionar na instalação, no mês seguinte, no ano seguinte, em novas campanhas, diante de novas demandas e sob pressão crescente por eficiência.

Essa continuidade muda a relação entre cliente e fornecedor. O projeto passa a ser uma parceria técnica. O fornecedor precisa compreender o impacto da solução na rotina da planta. O cliente passa a contar com uma engenharia que entende o histórico do equipamento, o objetivo do processo e os caminhos possíveis para evolução. Essa é a relação da Kroma com seus clientes.


Rastreabilidade de solda, matéria-prima e testes: o que diferencia um equipamento industrial auditável

A regra é clara: entregar desempenho é o básico que se espera em equipamentos desenhados para plantas industriais de alta exigência. Mas, quando a operação envolve processos regulados, produtos sensíveis, auditorias técnicas e requisitos rigorosos de qualidade, o desempenho sozinho deixa de ser suficiente. A pergunta que define a confiança passa a ser outra: o equipamento consegue “provar” como foi fabricado?

Essa prova nasce da rastreabilidade.

Ela aparece no certificado da matéria-prima, no registro da solda, no memorial de cálculo, nos testes executados, na documentação técnica e na organização das evidências que acompanham o equipamento ao longo de sua vida útil. Em outras palavras, a rastreabilidade é o fio que liga o projeto à fabricação, a fabricação à inspeção e a inspeção à auditoria.

Na Kroma, esse cuidado aparece como parte da própria visão de engenharia da empresa. Normas, rastreabilidade, Data Book, memorial de cálculo, documentação para auditorias, relatórios de solda e testes fazem parte da entrega técnica dos equipamentos especiais em aço inox. A empresa também atua com referências como ASME e ASME-BPE, aplicáveis conforme as características do projeto e do setor atendido.

UM EQUIPAMENTO AUDITÁVEL COMEÇA ANTES DA PRIMEIRA SOLDA
A auditabilidade começa na forma como o equipamento é especificado. Quem imagina que esse processo nasce no fim do projeto, quando alguém reúne documentos em uma pasta, está redondamente enganado.

Confira 6 fatores que influenciam a capacidade de comprovar que o equipamento foi concebido e fabricado de acordo com o que o processo exige:

1- Escolha do aço
2- Tipo de acabamento
3- Desenho das conexões
4- Definição dos pontos de inspeção
5- Critérios de limpeza
6- Requisitos de pressão, temperatura e operação 

Em setores como farmacêutico, cosmético, alimentício, biotecnológico, químico e científico, essa lógica ganha ainda mais peso. Não se trata apenas de produzir um tanque, um reator, um sistema de agitação ou uma linha de processo. Trata-se de entregar um ativo industrial capaz de sustentar qualidade, segurança, repetibilidade e evidência técnica.

A ASME-BPE, por exemplo, é uma referência internacional para equipamentos usados em bioprocessos e indústrias com requisitos higiênicos elevados. O próprio organismo informa que o padrão cobre materiais, projeto, fabricação, inspeções, testes e certificação.

MATÉRIA-PRIMA: A ORIGEM DA CONFIANÇA
Todo equipamento industrial em aço inox começa pela escolha correta do material. E essa escolha precisa estar documentada.

O certificado da matéria-prima é uma das primeiras evidências de rastreabilidade. Ele permite verificar origem, composição, especificação técnica e conformidade do material utilizado. Quando esse registro é tratado com rigor, a empresa compradora ganha mais segurança para responder a perguntas fundamentais:

  • O material aplicado corresponde ao que foi especificado?
  • Há documentação que comprove essa escolha?
  • A liga metálica é adequada ao produto, ao ambiente de operação e ao processo de limpeza?
  • A documentação poderá ser apresentada em auditoria?

Esse ponto é especialmente importante porque a seleção da liga do aço inox precisa considerar corrosão, temperatura, abrasividade, agentes de limpeza, exigências sanitárias e vida útil esperada.

SOLDA: ONDE A ENGENHARIA PRECISA SER VISTA E COMPROVADA
A solda é uma das etapas mais sensíveis na fabricação de equipamentos industriais em aço inox. Ela influencia resistência mecânica, integridade, acabamento, higienização e durabilidade.

Em processos críticos, uma solda bem executada precisa entregar duas coisas ao mesmo tempo: qualidade física e registro técnico. O cordão de solda precisa atender ao projeto, e a documentação precisa demonstrar que aquela execução seguiu critérios definidos.

Por isso a relevância de relatórios, rastreabilidade dos pontos soldados, qualificação técnica envolvida, inspeções e registros associados ao processo de fabricação. “Na Kroma, relatórios de solda rastreados e executados por soldadores experientes fazem parte da lógica de engenharia. Para nossos clientes, este cuidado reduz incertezas. Para os operadores, melhora a confiança no ativo. E para os auditores, cria um caminho mais claro de verificação”, explica Cleber Gonçalves, Diretor Financeiro da Kroma.

TESTES: QUANDO A QUALIDADE DEIXA DE SER PROMESSA
Testar um equipamento é transformar expectativa em evidência. Os testes ajudam a demonstrar que o equipamento foi fabricado conforme especificado e que apresenta integridade compatível com sua aplicação. Dependendo do projeto, podem envolver verificações hidrostáticas, radiográficas, dimensionais, de rugosidade, acabamento e outros controles definidos pela engenharia.

Na Kroma, a realização de testes hidrostáticos, radiográficos e de rugosidade, entre outros, estão 100% dentro da abordagem de engenharia e rastreabilidade”, comenta Gonçalves.

Cada tipo de teste responde a uma pergunta diferente; 

  • O teste hidrostático está associado à verificação de resistência e integridade em equipamentos submetidos a pressão. 
  • Ensaios radiográficos podem apoiar a inspeção de soldas.
  •  A medição de rugosidade contribui para avaliar superfícies em aplicações nas quais limpeza, higiene e acabamento têm impacto direto no processo.

Para o cliente, esses registros organizam a confiança. Em vez de depender de afirmações genéricas sobre qualidade, ele recebe evidências técnicas”, afirma o Diretor Financeiro da Kroma.

DATA BOOK: A MEMÓRIA TÉCNICA DO EQUIPAMENTO
O Data Book é o documento que reúne a história técnica do equipamento. Ele pode incluir memorial de cálculo, certificados de materiais, relatórios de solda, registros de testes, desenhos, inspeções e demais documentos definidos para o escopo do projeto. “Quando bem estruturado, o Data Book facilita auditorias, qualificação, manutenção, investigação de desvios e gestão do ciclo de vida do ativo. Na Kroma é um pilar de rastreabilidade, com documentação usada em auditorias da Anvisa e MAPA, além de memorial de cálculo e relatórios de solda”, avalia Cleber Gonçalves, Diretor Financeiro da Kroma.

O QUE DIFERENCIA UM EQUIPAMENTO AUDITÁVEL
Um equipamento auditável se diferencia pela capacidade de comprovar sua própria qualidade. Essa diferença aparece em pontos concretos:

  • matéria-prima com documentação técnica;
  • solda executada com controle e registro;
  • testes coerentes com a aplicação;
  • memorial de cálculo organizado;
  • documentação pronta para consulta;
  • rastreabilidade preservada ao longo do projeto;
  • aderência às normas e requisitos aplicáveis.

Na prática, isso muda a experiência do cliente. A auditoria deixa de ser uma busca por documentos dispersos. A manutenção ganha base técnica. A qualidade consegue responder com mais precisão. A engenharia da planta passa a contar com um histórico confiável para decisões futuras”, atesta o Diretor Comercial Fernando dos Santos Barbosa.

Todo esse posicionamento importa porque um equipamento industrial de alta exigência não termina na fabricação. Ele segue para o chão de fábrica carregando responsabilidades: produzir com segurança, sustentar repetibilidade, facilitar inspeções, apoiar auditorias e proteger a operação. Quando solda, matéria-prima e testes são rastreáveis, o equipamento ganha algo que não aparece à primeira vista, mas faz diferença em cada auditoria, em cada manutenção e em cada lote produzido: confiança documentada”, completa Fernando dos Santos Barbosa.