A indústria farmacêutica brasileira deixou há muito tempo de ser um ator coadjuvante. De acordo com o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico 2024, o mercado industrial de medicamentos no país movimentou cerca de R$ 160,7 bilhões em 2024, um crescimento de quase 13% em relação ao ano anterior, com mais de 6 bilhões de embalagens comercializadas.
Se ampliarmos o foco para a América Latina, o Brasil aparece como protagonista. Estimativas de mercado da IQVIA, empresa global de inteligência em dados de saúde, indicam que o país responde por aproximadamente 42% do faturamento da indústria farmacêutica na região, com algo em torno de R$ 222,8 bilhões em 2024, à frente de México e Argentina.
Por trás desses números estão 3 fatores conhecidos por quem atua no setor:
1- Envelhecimento da população e aumento das doenças crônicas;
2- Políticas de ampliação de acesso e fortalecimento dos genéricos;
3- Avanço em vacinas, biológicos e terapias de maior complexidade.
Em resumo, é preciso entender que o Brasil é um mercado em expansão acelerada. E esse é um fator que agrega outros pontos importantes. O setor é mais regulado, mais complexo e com pressão crescente por qualidade, rastreabilidade e autonomia produtiva. É justamente nesse cenário que a Kroma se posiciona como parceira de engenharia para essa indústria em expansão.
UMA TRAJETÓRIA CONSTRUÍDA DENTRO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
A Kroma nasceu em 1998 com o propósito de desenvolver equipamentos especiais em aço inox sob medida para indústrias de alta exigência, como a farmacêutica, cosmética, alimentícia e biotecnológica. Ao longo dessa trajetória, a empresa consolidou um modelo de atuação consultiva, cobrindo toda a jornada, do desenho conceitual do projeto à fabricação, instalação, pós-venda e suporte em auditorias regulatórias.
Com cerca de cinco mil equipamentos instalados em plantas farmacêuticas, a empresa participa ativamente da construção da infraestrutura produtiva que sustenta o crescimento do setor. Essa presença se materializa em projetos como:
Desenvolvimento de novos medicamentos, incluindo a planta para produção de melatonina em laboratório farmacêutico nacional.
Linhas de oncológicos, com fornecimento de equipamentos para plantas dedicadas a medicamentos de alta complexidade.
Medicamentos respiratórios, em projetos voltados a tratamentos para asma, com processos líquidos e de alta criticidade.
Além dos medicamentos, a Kroma tem atuação expressiva em soros e soluções parenterais para uso intravenoso, sendo hoje um dos principais fornecedores de equipamentos para essa aplicação no país – um tipo de insumo diretamente ligado ao dia a dia de hospitais e ao SUS.
Por trás desses projetos existe uma engenharia que vai muito além de “fabricar tanques”. A Kroma analisa a URS (User Requirements Specification, que consolida os requisitos do usuário para o equipamento), compreende a rota de processo e interage de forma técnica e colaborativa com os times de Engenharia, Produção, Controle de Qualidade (CQ) e Garantia da Qualidade (QA) das indústrias farmacêuticas.
VACINAS, IMUNOBIOLÓGICOS E A INFRAESTRUTURA POR TRÁS DA SAÚDE PÚBLICA
O crescimento da indústria farmacêutica no Brasil também se expressa na capacidade de produzir vacinas e imunobiológicos em território nacional. Durante a pandemia de Covid-19 e, mais recentemente, com a aprovação da primeira vacina 100% nacional contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan e em fases finais de aprovação regulatória pela Anvisa, as instituições nacionais tiveram papel essencial na resposta de saúde pública.
com a aprovação da primeira vacina 100% nacional contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Anvisa em 2025
Nesse contexto, a Kroma tem contribuído com o fornecimento de equipamentos para projetos de:
VACINAS CONTRA COVID-19, em etapas de desenvolvimento e ampliação de capacidade;
VACINAS CONTRA DENGUE, em novas linhas produtivas e adequações de plantas;
OUTROS IMUNOBIOLÓGICOS, que exigem alto controle de higiene, limpeza e rastreabilidade de materiais.
Em processos assépticos, a diferença entre uma planta “aprovada” e uma planta que gera confiança está nos detalhes: qualidade da solda, escolha correta da família de aço inox, desenho sanitário, facilidade de limpeza e documentação técnica capaz de suportar as auditorias mais rigorosas – de Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a parceiros internacionais. A Kroma estrutura seus projetos justamente para entregar esse pacote completo de engenharia, rastreabilidade e suporte regulatório.

DO LABORATÓRIO À PRODUÇÃO: O IMPACTO DOS EQUIPAMENTOS EM AÇO INOX
A contribuição da Kroma para o mercado farmacêutico vai muito além do fornecimento de um reator ou de um tanque. Ela está na forma como a empresa pensa o processo e utiliza o aço inoxidável como um ativo estratégico.
O aço inox, quando bem especificado e processado, forma uma camada passiva que protege o material contra corrosão e contaminação, preservando o produto e o investimento.
Para a indústria farmacêutica, isso se traduz em quatro pilares técnicos centrais:
HIGIENE E CONTROLE DE CONTAMINAÇÃO
Superfícies lisas e de baixa porosidade dificultam o acúmulo de resíduos e microrganismos, facilitando limpeza e sanitização e alinhando o processo às exigências de órgãos como Anvisa.
INTEGRIDADE DO PRODUTO
O aço inox é um material inerte: não reage com o produto, não altera composição, cor ou estabilidade da fórmula. Isso é crítico em soros, soluções parenterais e formulações sensíveis.
CONFIABILIDADE E VIDA ÚTIL
A combinação de resistência mecânica, resistência à corrosão e projeto correto reduz paradas não programadas, aumenta a disponibilidade da planta e melhora o custo total de propriedade (TCO) dos equipamentos.
PERSONALIZAÇÃO ORIENTADA AO PROCESSO
Reatores, tanques e sistemas de agitação são desenhados sob medida para o perfil reológico e térmico de cada produto – de oncológicos a vacinas –, em linha com normas como ASME e ASME-BPE, o que facilita qualificação e auditorias.
Na prática, isso encurta a distância entre bancada de P&D e escala industrial, reduz riscos de retrabalho em qualificação e dá previsibilidade para quem precisa colocar novos produtos no mercado.
CRESCIMENTO DE MERCADO EXIGE ENGENHARIA À ALTURA
O crescimento de dois dígitos do mercado farmacêutico brasileiro não é apenas uma boa notícia para os negócios. Também impõe novos patamares de exigência para quem projeta e opera plantas industriais.
Para engenheiros e gestores de planta, alguns desafios se repetem: ampliar capacidade produtiva sem comprometer a conformidade regulatória; reduzir o tempo entre o investimento em novos equipamentos e a plena qualificação da linha e desenhar plantas flexíveis o suficiente para absorver novos produtos, apresentações e tecnologias.
Não é por acaso que a escolha dos parceiros é crucial na diferenciação entre um projeto de sucesso e aquele que exigirá ajustes e reparos. E por que a Kroma é essa escolha certa e segura? A resposta pode ser dividida em três pontos.
1- Histórico de atuação desde 1998, com milhares de equipamentos instalados em indústrias farmacêuticas;
2- Engenharia consultiva, que começa no entendimento do processo e das normas, e não no catálogo;
3- Foco em aço inox e rastreabilidade, com documentação completa (Data Book, memorial de cálculo, relatórios de solda, certificados de materiais) para suportar as auditorias mais exigentes.
“Ou seja, não se trata apenas de acompanhar o crescimento da indústria, mas de fazer parte da construção dessa história, com infraestrutura robusta, segura e preparada para o futuro”, atesta Fernando dos Santos Barbosa, Diretor Comercial da Kroma.
Quando olhamos o conjunto – novos medicamentos, oncológicos, vacinas, soros, terapias respiratórias –, fica claro que o desenvolvimento da indústria farmacêutica no Brasil tem efeito direto na saúde pública. Cada planta bem projetada significa mais autonomia produtiva em itens críticos, mais rapidez na resposta a crises sanitárias e mais estabilidade na oferta de medicamentos e insumos estratégicos.
“A Kroma atua justamente como esse elo tecnológico entre a “faísca da inovação” nos laboratórios e a realidade de uma linha industrial validada, segura e escalável. Em um ambiente em que a segurança, a eficiência e a conformidade são fatores de sobrevivência, escolher um parceiro de engenharia especializado não é mais uma opção – é uma decisão estratégica”, completa Fernando dos Santos Barbosa.